Amyr Klink: ‘Pós-pandemia vamos ter que repensar o que é essencial para a vida’

Amyr Klink, um dos maiores navegadores do mundo, analisa que a pandemia do coronavírus trará mudanças profundas na sociedade. Adotando o que chama de um “otimismo doloroso”, o brasileiro que já cruzou a remo o Atlântico Sul e completou a circunavegação polar depois de enfrentar fortes tempestades, disse em entrevista ao podcast 45 do Primeiro Tempo que mais do nunca teremos que repensar o que é essencial para a vida.

“Precisamos ter tantos ‘cavalos’ no motor do carro? Precisamos consumir tantos kilowatts dentro de uma casa? O que todo ser humano precisa de verdade é uma moradia digna. Quando a gente tem noção da finitude, você muda sua escala de valor. Hoje, mais do nunca, eu não quero ter bens. Eu quero ter o benefício de uma vida divertida. Eu quero poder contar histórias legais. O que adianta eu ser dono de meia dúzia de bancos. Eu me considero hoje mais feliz que o dono do banco onde eu tenho conta”, desabafou.

Amyr Klink lembrou também que em momentos como esse conseguimos enxergar de fato que tem muita gente trabalhando para nos dar conforto, o que ele chamou de provedores. “Normalmente num mundo moderno a gente não presta atenção, mas tem milhares de pessoas que são nossos provedores, são aqueles que fazem a energia chegar em casa, que nos oferecem todo tipo de serviço, assim como nós somos provedores de outros”, concluiu.

Confira a entrevista completa de Amyr Klink, no podcast 45 do Primeiro Tempo: