Apesar de alertas e multas, paulistanos relaxam diante da quarentena

Apesar das repetidas recomendações das autoridades e dos especialistas, algumas pessoas ainda insistem em sair de casa sem necessidade, ampliando o risco de contágio pelo coronavírus.

Em São Paulo, 30 estabelecimentos que praticam atividades consideradas não essenciais já foram interditados pela Prefeitura por abrir as portas em plena quarentena. Um local foi multado em mais de 9 mil reais.

Até o dia 30 de março, a Prefeitura recebeu mais de 6 mil e oitocentas solicitações relacionadas ao descumprimento das restrições, em vigor até a semana que vem.

Em nota, a gestão Bruno Covas ressaltou que em caso de resistência, os estabelecimentos poderão ter o alvará de funcionamento ou autorização temporária cassados.

Já a Secretaria de Segurança Pública afirmou que, “se o proprietário insistir na abertura do local mesmo após multado, ele pode ser detido e encaminhado à delegacia para registro de boletim de ocorrência pela Polícia Civil.”

Nesta quinta-feira (2), o prefeito Bruno Covas (PSDB), voltou a reforçar a importância do isolamento social.

“Nesse momento ficar em casa é um ato de higiene, um ato comunitário de respeito ao próximo. A gente insiste que esse é o jeito da população colaborar para que a gente tenha o menor número de óbitos em São Paulo.”

Ainda que mais vazia do que o normal, a Avenida Paulista continuava movimentada.  O cenário contraria a principal orientação dada pelos médicos: a de sair apenas em casos de extrema necessidade.

Para o infectologista Renato Grimbaum, a situação ainda é crítica. “Esse é o momento da epidemia onde esse vírus está passando a ser transmitido dos jovens às pessoas mais fragilizadas. Então é o momento de respeitar o isolamento para diminuir o prejuízo tanto do ponto de vista de vidas humanas quanto economicamente.”

O ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, tem reforçado a orientação para que a população permaneça em casa, por mais difícil que seja para muitos brasileiros. Segundo ele, todo o governo federal está engajado para priorizar a saúde dos brasileiros e manter o equilíbrio da economia do país.

*Com informações da repórter