Apontada como única saída, vacina contra o coronavírus ainda deve demorar

Com o avanço implacável da covid-19 pelo mundo, pesquisadores de vários países somam esforços para fabricar uma vacina contra a doença. Nos últimos meses, os laboratórios aceleraram os processos de testagem em seres humanos de uma vacina contra o novo coronavírus num cenário inédito no mundo.

Semana passada, a empresa americana Novavax, referência na produção de vacinas, anunciou uma “poderosa resposta imunológica” em testes de laboratório e em animais. Nas próximas semanas, serão testados 130 seres humanos adultos e saudáveis: cada um receberá duas doses.

Financiada pelo bilionário Bill Gates, uma outra imunização desenvolvida pela Inovio Pharmaceuticals foi injetada nos primeiros voluntários na última segunda-feira. Ela optou pela tecnologia inédita, com o objetivo de identificar o código genético das proteínas do coronavírus, que facilitam a entrada nas células.

De acordo com o infectologista do Hospital Emílio Ribas, Jean Gorinshteyn, ainda falta muita pesquisa a ser feita para que uma vacina fique disponível.

A gigante Johnson & Johnson também está pesquisando uma vacina e espera iniciar os testes em setembro. Ela já recebeu em torno de R$ 2 bilhões do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos como incentivo à pesquisa.

Aqui no Brasil, o Instituto Butantan é um dos órgãos de Saúde que está pesquisando uma vacina contra a covid-19. No entanto, o coordenador do Instituto, Dimas Covas, estima que uma vacina confiável será produzida em, no mínimo, um ano.

Uma das chefes do Centro de Contingência ao Coronavírus em São Paulo, Helena Sato diz que a melhor vacina que temos atualmente é ficar em casa.

Países como a China, Alemanha, Israel e Japão também estão na corrida global pela descoberta de uma vacina contra o coronavírus. A Organização Mundial da Saúde estima que a criação de uma vacina eficaz para imunizar a população vai levar mais de um ano e meio

*Com informações do repórter Leonardo Martins