Artigo falso do dia da mentira fez bitcoin subir 23%

Sem a menor explicação plausível, na madrugada desta terça-feira, a cotação do bitcoin chegou a subir 23%, atingindo a US$ 5,1 mil, nível que não era registrado desde novembro do ano passado. Porém, em menos de duas horas a criptomoeda começou a se evaporar e perdeu parte dos ganhos, restando apenas 12%, com o preço se situando em US$ 4,73 mil. Enquanto isso, os analistas desesperadamente procuravam notícias ou anúncios que permitissem aplicações seguras, mesmo com a exagerada evolução das cotações da moeda virtual. E ficaram decepcionados ao descobrir que a falsa euforia foi baseada num artigo contendo uma notícia falsa de 1º de abril, dia das mentiras.

Os especuladores se aproveitaram do irresponsável artigo, segundo o qual a Securities and Exchange Commission teria aprovado dois fundos para negociar com bitcoin. Essa foi a justificativa da Bloomberg para o insano movimento no mercado de criptomoedas, mas a agência não informou quem é o responsável por tal artigo e qual o órgão de imprensa que inescrupulosamente o publicou.

Mais um golpe com criptomoedas

Por terem arrecado US$ 22 milhões em uma oferta inicial de moedas considerada fraudulenta, a Justiça bloqueou os ativos dos fundadores da empresa de consultoria Vanbex. Kevin Hobbs e Lisa Cheng, os responsáveis, confessaram ter operado numa empresa de criptomoedas sediada em Vancouver desde abril de 2017, e que se chamava Vanbex and Etherparty. A acusação provou que se tratava de empresa fantasma, que não desenvolveu produtos Em 2017, a Vanbex lançou a criptomoeda Etherparty (Fuel), um token projetado para fornecer um ecossistema para a plataforma de contratos inteligentes da empresa, prometendo grandes retornos aos investidores. Em uma pré-venda do token, Hobbs e Cheng arrecadaram mais de 30 milhões de dólares canadenses, ou US$ 22 milhões, seguida por uma rápida e substancial aquisição de bens por ambos os fundadores, diz a Justiça.

Elevou receitas para lesar investidores

Daniel Mattes, ex-CEO da Jumio Inc., concordou em pagar mais de US$ 17 milhões para liquidar as acusações da Securities and Exchange Commission. O fundador e ex-executivo-chefe de uma startup do Vale do Silício foi acusado de fraudar investidores da empresa de pagamentos móveis ao exagerar grosseiramente as receitas de 2013 e 2014 e depois, sem comunicar à diretoria, vendeu as ações que detinha no mercado secundário. A SEC apurou que nessas transações Mattes ganhou aproximadamente US$ 14 milhões. A denúncia foi arquivada em um tribunal federal na Califórnia.

Além disso, Mattes também disse falsamente a um investidor que ele não pretendia vender nenhuma de suas ações porque “muitas coisas boas estavam chegando para a empresa e seria estupidez vender no momento”. A Jumio reajustou seus resultados financeiros em 2015, eliminando a maior parte de sua receita, e as ações se tornaram inúteis depois que entrou em falência em 2016.

Chad Starkey, ex-diretor financeiro da Jumio, foi processado em separado por não ter cuidado razoável com relação às demonstrações financeiras da companhia e pela assinatura de acordos de transferência de ações que implicam falsamente que o Conselho de Administração havia aprovado as vendas da Mattes. Starkey pagará aproximadamente US$ 420 mil em juros de restituição e prejuízo.

CVM descobre captação irregular

Gabriel Tomaz Barbosa, através da Zero10 Club, oferecia na web oportunidade de investimento relacionada à aquisição de cotas empresariais. A CVM descobriu que ambos não eram habilitados a ofertarem publicamente títulos. Foram obrigados a parar ou pagar multa diária de R$ 5 mil.