ATP cogita retomar temporada em agosto: ‘Salvaríamos três Grand Slams’

O presidente da ATP, Andrea Guadenzi, espera que os torneios de tênis retornem ainda em agosto. O mandatário afirmou nesta quinta-feira que “os problemas podem se multiplicar” se as competições permanecerem paralisadas por muito tempo. O circuito foi suspenso até pelo menos 13 de julho, por conta do risco de contaminação novo coronavírus.

“Se conseguirmos voltar em agosto salvaríamos assim três Grand Slams e seis Masters 1000. Caso contrário, os problemas poderiam se multiplicar”, declarou Gaudenzi.

Ele explicou que a ATP tem criado diversos cenários para retomar a disputa dos campeonatos. No entanto, ainda não há como definir novas datas, porque é preciso esperar o controle da pandemia.

“Criamos 50 versões de calendário que mudamos a cada dia”, explicou. O italiano está no primeiro ano de sua gestão, e mesmo diante das incertezas, se mostra confiante de que seja possível disputar os Masters 1000 de Toronto e Cincinnati, além do US Open.

“Desta forma, três torneios de Grand Slam e seis Masters 1000 seriam disputados, e quase 70% da temporada poderia acontecer”, afirmou. Ao mesmo tempo, ponderou que tudo ainda é incerto. “Falar de agosto, setembro ou novembro, tudo isso são hipóteses. Não adianta bater a cabeça na parede por algo que, no fim, pode não acontecer”, ressalvou.

Wimbledon, a mais tradicional competição de tênis do mundo, foi cancelada, assim como toda a temporada em quadras de grama tanto da ATP, entidade que organiza o circuito masculino, como WTA, responsável pelo feminino.

A ATP planeja adiar a temporada no saibro, com os Masters 1000 de Madri e Roma, além de Roland Garros, único Grand Slam disputado nessa superfície e que seria realizado entre 24 de maio e 7 de junho, mas que foi adiado para setembro devido à pandemia.

“Falei com todos os membros do conselho de jogadores e todos eles concordam que os torneios mais importantes se realizem. Mesmo que seja uma hipótese teórica, é possível que Roland Garros se realize em setembro”, observou Gaudenzi.

* Com Estadão Conteúdo