Com aval de Trump, Nova York usa navio-hospital da Marinha para tratar covid-19

O coronavírus já causou mais de 10 mil mortes nos Estados Unidos. Em todo o país, o vírus infectou mais de 360 mil pessoas. Em Nova York, estado com a maior concentração de casos, o navio-hospital USNS Comfort começou a atender pacientes infectados.

A ideia era que o navio cuidasse apenas de outros casos críticos, liberando espaço nos hospitais em terra firme para os pacientes com coronavírus, mas o governador de Nova York, Andrew Cuomo, disse que o distanciamento social diminuiu o número de acidentes e de crimes violentos no estado.

Com menos vítimas precisando de cuidados, o navio-hospital pode se concentrar nos casos de coronavírus, que estão sobrecarregando o sistema de saúde do estado.

Mas Nova York começa a dar sinais de que teria achatado a curva de casos: o número de pacientes que deram entrada em UTIs por causa do coronavírus caiu pelo segundo dia seguido, e o número de mortes no estado ficou estável nos últimos dias.

No sábado, foram registradas mais 594 mortes e, no domingo, mais 599. É claro que a situação ainda é grave: do lado de fora de alguns hospitais de Nova York, caminhões refrigerados servem como necrotérios temporários.

Imagens feitas nesta segunda-feira (6) mostram funcionários de um hospital no Brooklyn empurrando macas cobertas por lençóis brancos até um caminhão estacionado em frente ao hospital.

O governador do estado, Andrew Cuomo, destacou que mesmo com os sinais de que a quantidade de casos e mortes deve diminuir nos próximos dias, os números ainda são altos, e não dá para descuidar.

Ele disse que o distanciamento social está funcionando, e que é preciso continuar, então todas as escolas e negócios não-essenciais devem continuar fechados pelo menos até o dia 29 de abril.

O governador de Nova York também aumentou a multa para quem não respeita a ordem de distanciamento social no estado: o valor máximo foi de US$ 500 para US$ 1 mil.

*Com informações da repórter Mariana Janjácomo