Contaminação por coronavírus em SP deve atingir pico em quatro semanas

Na linha de frente ao combate ao coronavírus em São Paulo, o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, está preocupado com o aumento do fluxo de pessoas nas ruas.

A maior frequência de pessoas nas ruas, segundo Dimas Covas, vai ter sérias consequências nas próximas quatro semanas e levar São Paulo ao pico de contaminações. Para ele, a contaminação pode ser comparada com uma escalada.

“A epidemia está apenas começando, estamos no início da epidemia. A onda grande da epidemia vai nos atingir em quatro semanas. E esse crescimento será muito veloz, um Everest pela frente ou será uma Serra do Mar. Nesse momento não é mais uma serra do mar, as pessoas voltaram a se movimentar.”

Dimas Covas afirmou que, neste momento da pandemia, o ideal é seguir realizando os testes convencionais, que identificam o vírus da covid-19.

Na opinião do coordenador, os testes rápidos, que monitoram os anticorpos dos pacientes, não seriam eficazes para controlar o número de infectados.

“Esse teste tem aplicação não adianta eu fazer o teste rápido se estou com os sintomas, deve ser o exame convencional que identifica o vírus.”

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que, em dez dias, a Rede de Laboratórios do Instituto vão analisar 9 mil testes de coronavírus que estão represados na fila de espera. Segundo Covas, os testes são de pacientes graves e internados, e profissionais de saúde.

A Secretaria da Saúde de São Paulo comunicou nesta quarta-feira (8) que vai notificar apenas casos graves do novo coronavírus. A exceção são os pacientes com sintomas leves que fizeram exame antes da decisão. Essa ordem é baseada nas recomendações do Ministério da Saúde.

*Com informações do repórter Leonardo Martins