Damares: Mais de 6 mil testes para Covid-19 devem chegar em áreas indígenas

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, detalhou nesta segunda-feira (13) o plano de contingência voltado aos povos tradicionais do país como os ciganos, índios e quilombolas, diante da pandemia do novo coronavírus.

De acordo com Damares, mais de 6 mil testes para Covid-19 devem chegar às áreas indígenas nos próximos dias. “Mais de 6 mil testes devem chegar em áreas indígenas, além de cartilhas em mais 270 idiomas com informações sobre o coronavírus para essa população”, disse.

Durante a coletiva de imprensa, Damares ressaltou a complexidade de determinadas ações que serão tomadas pela pasta diante da cultura desses povos. Segundo ela, é preciso entender “especificidades de cada povo”.

“Entre os indígenas, tivemos três mortes, um deles da etnia yanomami. Os yanomami tem um ritual para a morte e sepultamento. Eles dançam, manuseiam o corpo, queimam e usam as cinzas. Como vamos comunicar às lideranças de que esse corpo não irá para a aldeia?”, explicou.

Já a orientação para os povos ciganos, que costumam viajar o Brasil e montar acampamentos, é de que permanecem em seus acampamentos atuais para evitar contágio e disseminação da doença.

Mais de 15 órgãos, de acordo com a pasta, trabalham em conjunto no contato com os povos tradicionais. A medida de merenda escolar garantida aos alunos da rede pública, anunciada na manhã desta segunda, também se estende a esses povos.

Segundo a ministra, mais de R$ 1,5 bilhão de merenda será direcionada aos povos tradicionais que tem filhos matriculados na rede pública e cerca de R$ 45 milhões de cestas básicas serão distribuídas entre eles – 60 mil cestas apenas no estado do Amazonas “serão enviadas nos próximos dias”, garantiu Damares.

Já para o recebimento do auxílio emergencial de R$ 600, aprovado pelo governo para a população que ganha até meio salário mínimo por pessoa, 1.8 milhão de famílias dos povos tradicionais receberão os valores.