Dois milhões de casos de coronavírus já foram confirmados no mundo

O número de casos de coronavírus no mundo dobrou em menos de duas semanas. Nesta segunda-feira (13), um novo relatório apontou que já são dois milhões de pessoas infectadas e 119 mil mortes.

Como o coronavírus se dissemina de forma muito rápida, o número de casos ainda pode ser bem maior. É por isso que a OMS tem reforçado a necessidade de testar o máximo de pessoas possível.

Na França, o presidente Emmanuel Macron estendeu a quarentena até o dia 11 de maio. Ele afirmou que, a partir desta data, poderá ter uma flexibilização gradual do isolamento, dependendo dos resultados das próximas semanas.

Macron pontuou que este é um momento para se deixar as ideologias de lado e tentar se “reinventar”.

O presidente francês ainda concordou que as medidas de restrição de mobilidade são difíceis, mas fundamentais para restabelecer a capacidade dos hospitais de atender todas as pessoas.

A Itália começa nesta terça-feira (14) uma nova fase. O país europeu que mais tem sofrido com número de mortos por coronavírus está em quarentena desde o dia 9 de março e inicia uma reabertura parcial de alguns serviços.

Livrarias, papelarias e lojas de roupas infantis poderão ser reabertas. No entanto, a medida não vale para todas as regiões. A ida de estrangeiros para o país também está permitida para casos exclusivamente profissionais.

Mas, para que essas atividades possam ser retomadas, uma série de medidas terão de ser adotas, para evitar o contágio da Covid-19.

Em Israel, a pandemia fez com que o líder da oposição do governo de Benjamin Netanyahu, Benny Gantz, reforçasse o pedido ao primeiro-ministro para que os partidos formem uma ampla coalizão para governar o país durante este período.

Os dois terão 48 horas para entrar em um acordo, que, se não for fechado, pode levar o país às quartas eleições em pouco mais de um ano. O opositor insistiu, pelo twitter, que Netanyahu aceite um governo emergencial durante a pandemia.

Com relação ao coronavírus, a OMS afirmou que ele se espalha mais rápido do que o vírus da H1N1 e é 10 vezes mais letal. A pandemia de gripe, que surgiu no México em 2009, deixou, segundo a Organização Mundial da Saúde, 18 mil e 500 mortos no mundo, enquanto a Covid-19 já contabiliza, desde dezembro, 115 mil óbitos.

*Com informações da repórter Camila Yunes