Entregadores de aplicativos pedem melhores condições de trabalho em manifestação na porta da Assembleia


O objetivo é assegurar um repasse maior pelos serviços prestados, levando em consideração o quilômetro percorrido e aumento proporcional dos ganhos. Aproximadamente 100 entregadores ocupam a portaria da Assembleia
Rodrigo Franco / TV Globo
Manifestantes ocupam a portaria da Assembleia de Minas em protesto contra os aplicativos de entrega, na manhã desta quarta-feira (1º). O movimento conta com a adesão de, aproximadamente, 100 motociclistas que trabalham como entregadores.
A reunião faz parte de uma mobilização nacional da categoria, mas não tem representação sindical. O objetivo é assegurar um repasse maior pelos serviços prestados, levando em consideração o quilômetro percorrido e aumento proporcional dos ganhos, a partir da produtividade.
Os motociclistas também reclamam das condições de trabalho, consideradas extremas, lembrando a exposição à chuva, ao calor excessivo e ao frio. Eles cobram um ponto de apoio, já que essas estruturas não existem atualmente. A proposta é que esses espaços sejam utilizados como áreas de descanso e possuam banheiro.
Motoboy há 9 anos, Jeferson de Araújo Ferreira, é um dos representantes do movimento de paralisação nacional. Ele diz que as taxas recebidas são irrisórias.
“O que eles pagam pra nós, aqui, é algo de escravocrata. Porque eles retêm até 40% e nós ficamos com 60%, assumindo todos os custos. Sem estrutura nenhuma, sem amparo. Sem apoio da parte dos aplicativos em nenhuma situação”, afirmou.
Enfileirados, motociclistas ocupam rua Rodrigues Caldas, na Região Centro-Sul de BH
Rodrigo Franco / TV Globo
De acordo com o entregador, o bloqueio indevido também entra na pauta de reivindicações. Também pedem taxa por cancelamento. Segundo Ferreira, se um cliente cancela o pedido, não há reembolso pela quilometragem já rodada.
A categoria informou, ainda, que o protesto é direcionado a todas as empresas de aplicativo de entrega, já que todas elas trabalham de forma semelhante, atualmente.