Estudantes do ensino médio participam de desafio baseado em segurança virtual


Competição organizada pelo Inatel, em Santa Rita do Sapucaí (MG), tem o intuito de fazer participantes resolvam situações que podem aparecer para qualquer internauta ao utilizar as redes sociais. Cibersegurança: proteção de dados e sistema é a profissão do futuro
Cerca de 60 estudantes do ensino médio participam do Telecom Challenge, um desafio hacker, organizado pelo Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), em Santa Rita do Sapucaí (MG).
A competição é no formato online e todos os desafios são baseados em diversas situações que podem aparecer quando qualquer pessoa estiver navegando na internet.
Situações essas que pode até mesmo fazer com que o computador possa ser invadido.
“Na competição nós temos várias informações codificadas para que o aluno possa compreender que, através da codificação, na transmissão de dados, cripitografia e outros modelos de proteção, estão presentes e servem para garantiu a segurança dessas comunicações”, destacou o especialista em cyber segurança do Inatel, Francisco de Assis do Carmo.
São 58 estudantes do ensino médio e técnico que participam do Telecon Challenge e para isso eles foram capacitados. O intuito da competição é fazer com que eles se interessem pela área de rede de comunicações.
“Levar esse conhecimento aos alunos e também instigar nesses alunos que eles se interessem pela área de rede de comunicações e segurança cibernética. Que eles entendam a importância desse setor para nossa sociedade”, completou o especialista.
Competição promovida em Santa Rita do Sapucaí (MG) mostra problemas que qualquer internauta pode correr
Reprodução/EPTV
Segurança no cotidiano virtual
A segurança cibernética é uma das áreas mais em alta no mercado e com a chegada da pandemia nunca foi tão necessário o serviço desses profissionais. Desde 2019 o laboratório do Instituto forma engenheiros que vão atuar nesse mercado, executando projetos científicos e tecnológicos, visando um único objetivo: a proteção dos nossos dados.
Com o isolamento social muito trabalho passou a ser feito em casa, o estudo também está sendo online. Isso acelerou a transformação digital. O levantamento de uma empresa de cyber segurança mostra: o Brasil tem atualmente em uso 424 milhões de dispositivos digitais – computador de mesa, notebook, tablet e smartphones.
São quase dois dispositivos por pessoa. Só que muitos deles não têm ferramentas de segurança adequadas.
“Tem ataque [virtual] que visa corromper a confidencialidade do sistema, onde vou ter acesso a uma informação que eu não deveria ter. Tem ataques de autenticidade, quando se passa por outra pessoa. Ataque de integridade, onde uma mensagem ou dado é corrompido. A dica que eu dou, talvez uma das mais simples, é desconfiar de tudo que aparecer”, comentou o professor de engenharia de telecomunicações Guilherme Pedro Aquino.
Entre os projetos que foram desenvolvidos no Inatel estão o controle de acesso e de ponto eletrônico. O que mostra que: quanto mais conectados, mais promissor é esse universo.
“Nós desenvolvemos dentro do curso de engenharia de telecomunicações as matérias relacionadas à segurança de rede. Em todas essas matérias a gente sempre tenta mostrar para os nossos alunos como eles podem atuar para evitar os tipos de ataque. É uma profissão do presente e do futuro”, disse o professor Guilherme.
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