Flamengo: Justiça mantém pensão a vítimas da tragédia do Ninho

O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) decidiu que o Flamengo deve continuar pagando pensão provisória mensal aos familiares das vítimas do incêndio no Ninho do Urubu e aos sobreviventes da tragédia. A decisão foi proferida pela juíza Bianca Ferreira Negri, da 1º Vara Cível da Barra da Tijuca, que optou por manter a liminar obtida anteriormente pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ) e pelo Ministério Público estadual (MPRJ).

O clube deve repassar o valor a um responsável pelo núcleo familiar de cada um dos dez adolescentes vítimas do incêndio no centro de treinamento, e para os três que ficaram feridos. O valor visa a recomposição financeira das famílias.

A magistrada incluiu na decisão a realização de uma audiência de conciliação entre as partes, conforme requerido pela Defensoria e pelo MPRJ. O procedimento deve ser marcado assim que as audiências forem retomadas no TJRJ – por ora, as sessões estão suspensas por conta da pandemia do novo coronavírus.

Em nota, a Defensoria afirmou que a decisão é “extremamente importante para a manutenção financeira das famílias, ainda que de forma provisória, assim como para que, logo que encerrado o período de isolamento social, se possa retomar a negociação entre o clube e as vítimas”. Já o Flamengo preferiu não se pronunciar, e disse que esse é um assunto interno no clube.

O incêndio no Centro de Treinamento do Ninho do Urubu aconteceu em 8 de fevereiro de 2019, e deixou dez atletas das categorias de base do clube mortos. Eles tinham entre 14 e 16 anos.

A pensão de R$ 10 mil foi estipulada por uma liminar em junho do ano passado, em processo movido pelo MP e pela Defensoria do Estado. O valor, até então, era de R$ 5 mil. A indenização ainda está em discussão.

* Com Agência Brasil