França ainda não atingiu pico da epidemia do coronavírus, afirma ministro

O ministro da Saúde da França, Olivier Véran, alertou nesta terça-feira (7) que a epidemia do novo coronavírus em seu país “ainda está em uma fase de agravamento”, não atingiu seu auge e é muito cedo para falar sobre fim do confinamento.

“Ainda não estamos no auge da epidemia”, enfatizou Véran, em entrevista ao canal “BFMTV”, antes de insistir que o confinamento “é mais necessário do que nunca”, pois cada dia aumenta o número de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A esse respeito, ele lembrou que existem 7 mil pacientes nas UTIs. Até a segunda-feira (6) foram registradas 8.911 mortes pela covid-19 no país, das quais 833 nas últimas 24 horas.

O ministro evitou dar uma resposta concreta à questão de quando o pico será atingido e limitou-se a dizer que, com base nos dados da França e na experiência de outros países, “os esforços que estão sendo feitos estão começando a dar resultados”.

Ele também não quis dar um prazo para a saída do confinamento, algo que “não deve ser discutido muito rapidamente”. Por enquanto, o encerramento do confinamento está programado para o próximo dia 15, mas nos próximos dias, o governo francês deve anunciar uma provável extensão.

Olivier Véran descartou um endurecimento geral nas regras de confinamento, mas recordou que o ministro do Interior, Christophe Castaner, já abriu a porta para os delegados do governo, em coordenação com os prefeitos, para decidir sobre algumas medidas adicionais que já estão sendo aplicadas, como toque de recolher.

Cidades como Nice e Perpignan impuseram um toque de recolher noturno para impedir o relaxamento do confinamento.

Quanto à polêmica na França sobre o uso generalizado de cloroquina no tratamento de doentes, o ministro rejeitou essa hipótese, pois ainda não existem “estudos consolidados” para provar sua eficácia. Além disso, ele disse que possui elementos que “não mostram um efeito estatisticamente significativo” desse e de outros ingredientes ativos que estão sendo submetidos a experimentos.

*Com informações da EFE