Franciscanos tentam minimizar a fome de quem já não tinha nada antes da pandemia

A fila dobra o quarteirão e, sem emprego e com todos os comércios fechados, os moradores de rua precisam de doações para sobreviver. Porém, com a pandemia do coronavírus, até quem costuma ajudar, como ONGs, por exemplo, acabam optando por ficar em casa.

Por isso, o Serviço Franciscano de Solidariedade ampliou o trabalho que é feito com os moradores de rua no Largo São Francisco, no centro de São Paulo. Antes da chegada da pandemia, cerca de 600 pessoas comiam. Hoje, esse numero passa das 3 mil.

Seu Domingos de Jesus Santos está em situação de rua há 3 meses, quando teve que deixar São José do Rio Preto e vir pra São Paulo. Desempregado, ele agradece por conseguir se alimentar uma vez por dia nesse período de pandemia.

Apesar dos elogios às doações das pessoas e a distribuição dos franciscanos, alguns moradores de rua reconhecem o risco de estarem aglomerados. É o caso do seu Laerte Santos, que pede mais apoio das autoridades.

Para ajudar e doar alimentos não perecíveis, basta se dirigir até o Largo São Francisco, em frente a faculdade de Direito da USP no centro de São Paulo. Outras informações podem ser obtidas por meio do site www.sefras.org.br.

*Com informações do repórter Victor Moraes