Hospitais de campanha no Rio não devem ficar prontos no prazo

Dos onze hospitais de campanha que estão sendo viabilizados no Rio de Janeiro para enfrentamento da pandemia de coronavírus, dois deles devem ficar como legado.

Os hospitais estão espalhados pela capital fluminense e pelo estado. Os dois que devem permanecer pós pandemia são o hospital da Baixada Fluminense e a unidade da zona norte do Rio de Janeiro, sendo esse erguido em parceria com o governo federal no terreno da Fiocruz, a Fundação Oswaldo Cruz.

Por lá, serão aproximadamente 500 leitos de atendimento e também de internação em unidades de terapia intensiva (UTI) que devem ser disponibilizados para pacientes com covid-19.

O estado do Rio de Janeiro está inviabilizando oito hospitais de campanha. Alguns já estão em estágio mais avançado como no Leblon e no complexo do Maracanã, que possui capacidade para 400 leitos de UTI e estrutura para os profissionais de saúde, incluindo locais de descanso.

Os 11 hospitais de campanha devem aumentar a oferta de leitos no Rio em torno de 2,5 mil leitos. O problema é que eles, inicialmente, estavam previstos para serem finalizados até o dia 30 abril, mas o calendário está sendo esticado.

A estimativa atual é que as unidades fiquem prontas apenas em maio, o que preocupa autoridades, já que os casos de covid-19 estão aumentando e a pandemia está atingindo seu momento de pico.

Os atuais hospitais estão com ocupação elevada e, se houver um aumento ainda mais acelerado da doença, pode ser que a rede de saúde do Rio de Janeiro não tenha capacidade de suportar a demanda. Há, no momento, uma espécie de descasamento entre o prazo de finalização dos hospitais de campanha,com a maior demanda por leitos no estado.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga