Mandetta fala em ‘estresse coletivo’ e nega que tentou forçar demissão

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, negou que suas declarações sobre a comunicação ruidosa com o governo federal tenham sido uma tentativa de forçar sua demissão. Nas últimas semanas, ele e o presidente Jair Bolsonaro vem divergindo em relação a medidas de enfrentamento ao coronavírus.

“Não, não vejo nesse sentido. Acho que é mais uma questão relacionada à comunicação, como vamos nos comunicar. Nada além disso, é trabalho mesmo que estamos focados”, disse Mandetta durante coletiva nesta terça-feira (14). “A gente sabe bem o tamanho da nossa responsabilidade e vai trabalhar. Toda a equipe está trabalhando com toda a garra”, continuou, ressaltando que o momento é de “estresse coletivo”.

Na segunda (13), ele esteve ausente na coletiva diária, o que foi explicado pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis. “Antes que vocês queiram perguntar, o ministro Mandetta pediu para que nós iniciássemos a reunião. Ele está em outro compromisso e, se der tempo, ele vai chegar ainda para dar continuidade [à coletiva].”

Leitos

Mandetta informou, também, que a partir de hoje vai ser cobrada uma notificação compulsória de informações sobre os leitos, quantos estão disponíveis, ocupados, etc. A falta de leitos para os pacientes com coronavírus é algo que preocupa em algumas regiões, como Amazonas e Pernambuco, que já estão com quase todos ocupados.

O ministro também lembrou que o vírus se comporta de forma diferente em cada país. Por isso, não teria como prever como será aqui no Brasil.