Moradores de rua são os mais vulneráveis ao coronavírus

Moradores de rua da da cracolândia, no centro de São Paulo, arriscam a saúde aglomerando-se em longas filas para garantir o alimento do dia, oferecido pela Igreja São Miguel Arcanjo, na capital paulista.

Voluntários orientam e auxiliam a limpeza das mãos, mas o padre Julio Lancellotti explica que essa medida é pequena diante de tantos desafios que a população de rua enfrenta pelo avanço do coronavírus.

Sem ter onde morar, Luiz Renato ganha dinheiro vendendo doces nas ruas e agora vê sua fonte de renda comprometida e teme pelo novo vírus.

São Paulo tem cerca de 24 mil moradores de rua e concentra também o maior número de mortos e infectados pela covid-19. Segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde, são ao menos 540 óbitos e 8.216 casos confirmados.

Para o padre Julio Lancellotti, a população mais vulnerável precisa de assistência para cumprir o isolamento social adequado. Entretanto, em contra partida, nesta semana, a Prefeitura de São Paulo fechou a segunda unidade de atendimento diário emergencial, na Luz.

Os acolhidos foram transferidos para um novo espaço no bairro do Glicério, em um ônibus cheio, sem os devidos equipamentos de proteção.

Em nota, a prefeitura disse que o local reúne serviços de saúde e assistência social para homens, mulheres e transexuais em situação de rua e dependência química.

As vagas são preenchidas a partir de demanda espontânea e de encaminhamentos.

*Com informações da repórter Lívia Fernanda