MP-SP pede suspensão de prisão domiciliar para Roger Abdelmassih

A Promotoria de Justiça de Taubaté entrou com recurso contra a decisão judicial que concedeu o benefício da prisão domiciliar para Roger Abdelmassih.

Para o promotor de Justiça Paulo de Palma, a Recomendação Número 62, do Conselho Nacional de Justiça, que trata de medidas preventivas à propagação da infecção pelo novo coronavírus no âmbito das unidades prisionais, “não pode ser usada para autorizar a soltura desenfreada de presos”.

O membro do MPSP destaca ainda que nem a comarca de Taubaté nem a unidade prisional onde Abdelmassih cumpre pena possuem caso de morte confirmada pela doeça.

O ex-médico foi condenado a mais de 181 anos de prisão por estupro de uma série de clientes. Antes do início da pandemia, passou dois anos em prisão domiciliar. Porém, em agosto de 2019, a medida foi revertida diante da informação de que ele deixava de tomar a medicação, ou tomava outro tipo de remédio, antes de passar pela perícia oficial. Isso alterava o resultado dos exames, apresentando um quadro de problemas no coração e pressão alta.