Segundo o Hospital Risoleta Neves, paciente permanece no CTI. Edi estava em ônibus e respirou fumaça tóxica de protesto em frente à UFMG.

Manifestantes fecharam a Avenida Antônio Carlos, próximo à UFMG, na sexta-feira (14).  — Foto: Reprodução/TV Globo
Manifestantes fecharam a Avenida Antônio Carlos, próximo à UFMG, na sexta-feira (14). — Foto: Reprodução/TV Globo

A mulher que estava no ônibus a caminho trabalho e inalou fumaça de uma barricada de pneus queimadosna Avenida Antônio Carlos, na Região da Pampulha, na última sexta-feira (14), continua internada em estado grave. Na manhã desta segunda-feira (17), o Hospital Risoleta Neves informou que Edi Alves Guimarães permanece no Centro de Tratamento e Terapia Intensiva (CTI).

Ainda segundo o centro de saúde, a paciente não apresentou melhora durante o fim de semana. Edi tem 53 anos, é mãe de oito filhos e passou mal perto de um protesto contra a reforma da Previdência, em frente à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). De acordo com a Polícia Militar (PM), policiais socorreram a vítima que, a caminho do hospital, teve duas paradas cardiorrespiratórias dentro da viatura.

Edi Alves Guimarães mora em Santa Luzia, na Região Metropolitana, e seguia de ônibus para Belo Horizonte, onde trabalha. O tenente-coronel Bruno Assunção, que atendeu a ocorrência, disse que o ônibus onde ela estava era o primeiro em frente à manifestação. Por conta da proximidade, ela inalou muita fumaça.

Segundo Arthur Alberto Braga Guimarães, coordenador do pronto-socorro do Hospital Risoleta Neves, a paciente chegou inconsciente, em estado grave, e foram realizadas medidas de reanimação. Em seguida, Edi foi sedada, entubada e transferida para o CTI.

Mulher está internada no Hospital Risoleta Neves após inalar fumaça em protesto em BH.  — Foto: Alex Araújo/G1
Mulher está internada no Hospital Risoleta Neves após inalar fumaça em protesto em BH. — Foto: Alex Araújo/G1