OMS: Fim do período de isolamento social será diferente em cada país

A saída da quarentena pelo coronavírus não seguirá a mesma linha em todos os países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A entidade adianta que a transição deve ocorrer com planejamento e acompanhamento científico e não seguindo a sempre a mesma receita.

O órgão máximo da saúde mundial destaca que as restrições têm sido efetivas para controlar a proliferação do coronavírus, mas reconhece que há um preço alto em relação aos danos na atividade econômica especialmente nas nações em desenvolvimento.

A OMS afirma que é preciso combater a pandemia com o mínimo de danos à economia, e para isso os governos terão que calibrar seus passos.

O lockdown, termo usado para ações amplas e mais rigorosas, tem sido adotado de forma desigual pelo mundo.

A avaliação é que a suspensão de aulas, fechamento de lojas, paralisação de empresas, restrição a movimento, tem transcorrido de maneiras distintas e a preparação para a retomada depende não só do grau do isolamento, mas também da capacidade de testagem e de atendimento nos hospitais.

A Coréia do Sul que foi o segundo foco da covid-19 depois da China está registrando menos de 50 novos casos por dia devido a determinação para que as pessoas fiquem em suas casas. Aqueles que desobedecem a norma estão sujeitos a uma multa equivalente a 42 mil reais.

Em Israel foi decretada quarentena obrigatória durante a Páscoa judaica. O bloqueio nacional seguirá até, pelo menos, a próxima sexta-feira dia 10.

Entre as regras estão o endurecimento e vetos de viagens logo quando os israelenses costumam se deslocar para se reunir com as famílias para as celebrações do feriado religioso.

O governo também declarou um toque de recolher na noite de quarta-feira, quando acontece o Sêder de Pessach, um jantar cerimonial, para evitar encontros entre pessoas.

No velho continente a questão segue preocupante, até porque 2 países que estão em confinamento total como Espanha e Itália ainda tem um número assustador de contaminados.

A França é outra nação que adotou práticas duras e a Alemanha mantém a ordem de fechamento de escolas, e a maioria das lojas está fechada.

A população foi aconselhada a trabalhar o máximo possível em casa e as reuniões com mais de mais de duas pessoas em espaços públicos foram proibidas.

O fato é que há uma unanimidade no entendimento de que a União Europeia está enfrentando sua maior prova desde a sua fundação. As autoridades temem que um relaxamento de medidas possa provocar um repique de casos.

Voltar à atividade econômica sem pôr em risco a vida dos cidadãos é um desafio e depende, portanto, da capacidade de acompanhar a evolução da doença.

*Com informações do repórter Daniel Lian