Pandemia faz as pessoas ouvirem músicas mais calmas, diz estudo

Um estudo analisou dados dos principais serviços de streaming de música e apontou que as pessoas estão ouvindo músicas mais calmas durante a pandemia do novo coronavírus.

Segundo o levantamento da Alpha Data, detalhado pela Rolling Stone americana, os usuários estão ouvindo menos pop e hip-hop e mais músicas infantis – já que as crianças estão em casa com os pais. Um dos grandes sucessos das últimas semanas são as playlists com canções de ninar.

Dados do Spotify apontam que as pessoas têm escolhido playlists mais calmas, com músicas mais acústicas e menos dançantes. Já a Deezer mostra que os usuários têm ouvido mixes de estado de espírito mais sóbrios, como “café aconchegante” (alta de 486% na última semana), “indie preguiçoso” (alta de 180%) e “dias suaves” (alta de 305%).

Ao mesmo tempo, a quarentena tem incentivado os confinados a se exercitarem em casa. Segundo Spotify e Apple, o número de execuções de músicas e playlists para malhação cresceu nas últimas semanas.

Nos Estados Unidos, o estudo aponta que as pessoas têm ouvido menos música no streaming. Os gêneros mais afetados foram música latina (queda de 16% nas últimas três semanas), rap (queda de 15%) e pop (queda de 13%).

Em alguns países, canções específicas têm se destacado no período de quarentena como uma forma de conforto. A clássica “We Are The World” dobrou o número de streams nos Estados Unidos. Na Itália, as execuções de “Abbracciame”, de Andrea Sannino, e “Azzuro”, de Adriano Celentano, subiram 700% nos dias 13 e 14 de março após vídeos de pessoas cantando as músicas nas sacadas, de acordo com dados do Spotify obtidos pela Rolling Stone. Na Espanha, o hit é “Resistiré”, do Duo Dinamico.