Pesquisa estuda testes rápidos que podem detectar a Covid-19 nos primeiros dias de infecção

Unifal realiza pesquisas para criar testes rápidos de Covid-19 para diagnosticar o vírus nos primeiros dias de infecção — Foto: Luciano Sindra Virtuoso 1 de 1
Unifal realiza pesquisas para criar testes rápidos de Covid-19 para diagnosticar o vírus nos primeiros dias de infecção — Foto: Luciano Sindra Virtuoso

Unifal realiza pesquisas para criar testes rápidos de Covid-19 para diagnosticar o vírus nos primeiros dias de infecção — Foto: Luciano Sindra Virtuoso

A Universidade Federal de Alfenas (Unifal) estuda um método para diagnosticar a Covid-19 através de testes rápidos já nos primeiros dias de infecção e com alta confiabilidade. Se comprovados, os testes podem garantir que pacientes contaminados tratem o vírus desde o início.

O teste pesquisado também detecta o vírus ativo no organismo a partir da saliva. Porém, diferente do já disponível no mercado, ele deve viabilizar a detecção precoce do vírus, entre o 3º e o 6º dia de infecção.

De acordo com Luciano Sindra Virtuoso, docente e pesquisador da Unifal, a ideia é também proporcionar um teste mais confiável. “É uma técnica muito sensível, a qualidade de extração e conservação de amostras são consideradas críticas e importantíssimas para que se obtenha resultados exatos.”

“O teste diagnóstico que estamos tentando desenvolver é voltado para reconhecer os diferentes padrões do vírus numa amostra de saliva e diferenciá-lo do padrão apresentado por amostras de saliva não contaminadas. Materiais biológicos podem ser detectados com elevada sensibilidade e especificidade por meio de técnicas em tempo real, que são não invasivas e não destrutivas das amostras. Nesse sentido nossa proposta é bem distinta dos atuais testes diagnósticos que tem sido usados”, explicou Luciano.

A pesquisa possui diversas etapas, algumas já estão acontecendo simultaneamente. Nesta primeira, os pesquisadores estudam a extração de proteínas e material genético (RNA) do vírus mantendo a integridade desses materiais.

“A expectativa é que dentro de sete meses todas quatro primeiras etapas sejam concluídas. Depois ainda faltará a etapa de validação que poderá durar de 2 a 4 meses”, contou.

Como estão em fase inicial, não é possível precisar o valor do teste e nem o prazo para que ele esteja disponível no mercado. “O foco da nossa equipe está todo concentrado em fazer as metodologias propostas funcionarem e otimizarmos as condições do seu uso.”

Segundo Luciano Sindra, o método possui inúmeras vantagens, além da agilidade e maior taxa de precisão. “O teste não utiliza de uso de insumos caros, tem o potencial de ser adaptado em uma plataforma simples que pode ser levada a qualquer lugar e ainda, se a metodologia se mostrar viável, poderá ser ampliada para detecção de diversas outras doenças virais, bacterianas e muitas outras.”

*estagiária sob supervisão de Fernanda Rodrigues