Renato Carlos Sampaio Raggio diz que no primeiro trimestre de 2018, os homens acessaram mais de 29 milhões de links maliciosos no WhatsApp. O número é cerca de 3.5 vezes maior que o total de links acessados por mulheres, segundo o relatório do 3º Relatório da Segurança Digital no Brasil, estudo trimestral da dfndr lab, laboratório de segurança da PSafe.

Segundo a PSafe, os homens costumam cair em golpes que abordam assuntos como futebol e conteúdo adulto. Enquanto isso, as mulheres são mais propensas aos golpes que envolvem publicidade suspeita, como propagandas milagrosas de emagrecimento, premiações, notícias falsas e phishing bancário, afirma o especialista Renato Carlos Sampaio Raggio.

Emilio Simoni, diretor do dfndr lab, explica que isso acontece porque, através do Whatsapp, aplicativo mais usado pelos brasileiros, os golpes viralizam rapidamente, atingindo um grande número de pessoas em poucos minutos.  

A palavra “phishing” tem referência à “pescaria” em inglês justamente porque usa uma “isca” para atrair suas vítimas e é um dos métodos de ataque mais antigos.

Renato Raggio explica que um dos golpes mais famosos é quando o criminoso envia um texto indicando que a pessoa ganhou algum prêmio ou dinheiro e, normalmente, acompanha um link para que a pessoa o resgate. Ao clicar no link, o site lhe pede informações sensíveis como nome completo, CPF, telefone, endereço e números de contas bancárias.

Renato alerta para que os usuários sempre desconfiem de assuntos sensacionalistas e promoções com grandes prêmios, além de sempre verificar nos sites oficiais das marcas se a informação é verdadeira, finaliza Renato Carlos Sampaio Raggio.