PF apreende 60% a mais de cocaína no Aeroporto de Confins no 1º semestre deste ano em relação a todo 2018

A Polícia Federal diz que um fator importante para o aumento das apreensões de drogas é uma mudança na estratégia, que passou a fiscalizar malas despachadas de voos domésticos.

PF apreende até agora 60% a mais de cocaína no Aeroporto de Confins do que em todo 2018
PF apreende até agora 60% a mais de cocaína no Aeroporto de Confins do que em todo 2018

A Polícia Federal apreendeu no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, conhecido como Aeroporto de Confins, 60% a mais de cocaína no primeiro semestre deste ano em relação a todo 2018. Em uma das ocorrências, duas pessoas foram presas com 34 quilos da droga.

Além da cocaína, outras drogas como haxixe, skunk e ecstasy, também têm sido apreendidas no terminal com maior frequência.

A Polícia Federal atribui o aumento de apreensão na mudança de estratégia na fiscalização. Neste ano, os policiais também estão investigando malas de voos domésticos que têm conexão no aeroporto.

Em uma das apreensões, um homem foi preso com 13 quilos de skunk dentro das malas. Ele saiu de Manaus com destino a Ilhéus (BA).

Suspeito de tráfico é preso com skunk no Aeroporto de Confins  — Foto: PRF/Divulgação
Suspeito de tráfico é preso com skunk no Aeroporto de Confins — Foto: PRF/Divulgação

Os investigadores também estão atentos a adolescentes envolvidos no tráfico de drogas. Alguns já foram flagrados pela Polícia Federal.

“Nem todas as bagagens são inspecionadas, então eles aproveitam essa vulnerabilidade para despachar a droga em voos domésticos”, comentou o delegado Flávio Braga.

Ele ainda explica que a inspeção não é feita em todos as malas despachadas porque é inviável fiscalizar 100% das bagagens. Então, os agentes usam alguns critérios para selecionar aquelas mais suspeitas.

Para ajudar nesta fiscalização, a polícia conta com o uso de um aparelho de raio-x. “O equipamento te indica exatamente o local onde existe algo suspeito”, explicou o delegado.

Um outro equipamento faz uma análise ainda mais minuciosa, capaz de detectar moléculas de drogas e explosivos.

Cão farejador ajuda policiais federais na busca por drogas em malas no Aeroporto de Confins — Foto: Reprodução/TV Globo
Cão farejador ajuda policiais federais na busca por drogas em malas no Aeroporto de Confins — Foto: Reprodução/TV Globo

Além da tecnologia, cães farejadores também ajudam nas buscas por substâncias proibidas.

“Dentre várias ferramentas que possuímos aqui no combate ao tráfico de drogas, muito importante são os cães também, responsáveis por grande parte das apreensões que são feitas aqui. Eles funcionam por associação. Tudo para eles é uma brincadeira. Então, no caso da Pantera e da Dani, eles procuram o odor. Onde tem esse odor, eles sabem que vão receber o brinquedo como compensação”, detalhou o agente da Polícia Federal Cristiano Fernandes.

Segundo a Polícia Federal, a droga chega ao Brasil, na maioria das vezes, vinda da Bolívia, Peru e Colômbia e entra em território nacional por terra.

Os traficantes, então, despacham a droga em aeroportos de Porto Velho, Manaus, Cuiabá e Campo Grande. Os voos com conexão em Confins têm como destino quase sempre o Rio de Janeiro e capitais do Nordeste.