Segundo a polícia, a mineradora estaria operando de maneira clandestina e não teria nenhum tipo de autorização dos órgãos competentes para extração de minério.

Polícia Civil realiza operação que combate extração ilegal de minério em Mariana
Polícia Civil realiza operação que combate extração ilegal de minério em Mariana

O empresário Marciano Domazi, dono de uma mineradora em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, foi preso nesta quinta-feira (23) pela Polícia Civil durante a “Operação Curupira”. A ação é para combater a extração ilegal de minério.

De acordo com as investigações, que começaram em 2018, uma mineradora está extraindo minério de maneira ilegal na cidade, município que há três anos sofreu com o rompimento da barragem de Fundão, da Samarco.

Polícia Civil faz operação em mineradora em Mariana — Foto: Polícia Civil/Divulgação
Polícia Civil faz operação em mineradora em Mariana — Foto: Polícia Civil/Divulgação

A empresa teria tentado liberação para beneficiamento, no entanto, de acordo com a Polícia Civil, o pedido foi negado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), assim como o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).

Segundo a polícia, a mineradora estaria operando de maneira clandestina e não teria nenhum tipo de autorização dos órgãos competentes para extração de minério.

Além do espaço onde ocorreria o beneficiamento, foram descobertas por meio de imagens aéreas duas outras grandes áreas devastadas, que seriam utilizadas para fazer a extração de minério, causando devastação da natureza.

Polícia Civil realiza operação que combate extração ilegal de minério em Mariana — Foto: Polícia Civil de Minas Gerais/Divulgação
Polícia Civil realiza operação que combate extração ilegal de minério em Mariana — Foto: Polícia Civil de Minas Gerais/Divulgação

A Polícia Civil tenta cumprir oito mandados – três de prisão temporária, dos donos da mineradora, e cinco de busca e apreensão – nas cidades de Belo Horizonte, Santa Bárbara, Barão de Cocais e Mariana, todas na Região Central do estado.

A operação conta com 60 policiais civis, tem apoio de helicóptero e drone, além de servidores da Superintendência Regional de Meio Ambiente (Supram).