Postos de combustíveis ainda não repassam cortes de preços nas refinarias

Mesmo com movimento setenta por cento menor, os postos de combustíveis no Estado de São Paulo ainda não registram diminuição nos preços após queda nas refinarias.

Na terça-feira (14), a Petrobras indicou que o preço médio da gasolina nas refinarias terá queda de 8%. Com isso, o valor fica em R$ 0,99 o litro; já o Diesel teve queda de 6%, indo a R$ 1,50.

O presidente do Sincopetro, que representa os donos de postos, José Alberto Paiva Gouveia, diz mesmo com a queda no consumo, o repasse não será imediato.

“Veja, o corte chega para alguém, mas para nós não tem chegado com a velocidade que o consumidor exige. Às vezes a gente demora uma semana, 10 dias, 12 dias, pra abaixar o preço da bomba. Não compramos da Petrobras, quem compra é distribuidora. Então a velocidade desse desconto chegar no mercado passa por uma distribuidora de petróleo também.”

O presidente José Paixa prevê algumas mudanças no atendimento nos postos de gasolina quando a pandemia acabar. Para ele, São Paulo pode fazer as mesmas coisas que cidades nos Estados Unidos onde o próprio motorista abastece o carro. O taxista Vanderlúcio de Oliveira até concorda com essa mudança, desde que o frentista trabalhe em outro cargo.

“Isso é natural das coisas, você já vê em estacionamento que não tem mais aquele pessoal que cuida da cancela, em pedágios e em postos pode ser que seja também. Só que eu acho que deveria encaminhar essas pessoas que trabalham para se especializar e prestar serviço no posto, se especializar para ter um futuro dentro do posto que trabalha.”

Apesar do sindicato não prever o repasse da queda de preço nas refinarias, algumas pessoas já sentem diferença na hora de encher o tanque.

O funcionário do TCM Américo Calandriello acredita que alguns estabelecimentos tentam se antecipar de possíveis prejuízos.

“Eu acho deve estar muito difícil esse quadro diário, a gasolina baixou, a gente tem visto que o movimento deve ter diminuído muito. Eu fico feliz sabendo que os proprietários dos postos de gasolina se adequaram a essa situação que o país tem enfrentado com esse coronavírus.”

De acordo com a Petrobras, no acumulado deste ano, a gasolina já sofreu redução de 48% e o diesel de 35% nas refinarias.

*Com informações do repórter Victor Moraes