Praticantes de atividades físicas ao ar livre podem transmitir vírus, diz estudo

Muitas pessoas continuam ignorando as determinações de isolamento social para evitar a disseminação do coronavírus e continuam saindo de casa. A prática de atividade física ao ar livre é tentadora, no entanto, a exposição é arriscada.

Um estudo feito em parceria entre pesquisadores belgas e holandeses simulou qual a distância necessária para praticar atividade física em ambientes externos com um pouco mais de segurança.

Através de uma simulação feita no computador, os estudiosos perceberam que as gotículas de saliva emitidas pelas pessoas durante esses exercícios ficam no ar enquanto elas se movimentam. As gotículas são uma das principais formas de contágio do coronavírus.

De acordo com a pesquisa, cada modalidade exige um nível de distanciamento diferente. Na caminhada, por exemplo, é arriscado quando a distância é menor do que 4 ou 5 metros da pessoa à frente.

No caso da corrida, este número já salta para 10 metros, enquanto que, para quem anda de bicicleta, o ideal é manter-se longe por pelo menos 20 metros.

O estudo ainda não foi publicado em revistas científicas, mas já foi divulgado em universidades da Holanda e da Bélgica, por ter sido considerado urgente para auxiliar no combate à covid-19.

A pesquisa não foi feita por infectologistas, mas por pesquisadores que estudam aerodinâmica, o que significa que o vírus, em si, não foi estudado, mas sim a forma com que as gotículas de saliva se locomovem pelo ar.

No Rio de Janeiro, apesar das praias estarem vazias, o surfista Diego Reis continua praticando o esporte. Ele conta que a configuração da praia de Ipanema mudou bastante e que o isolamento vai servir como uma forma de reflexão para as pessoas.

Diego ainda afirmou que tem sentido falta de viajar e que todas as pessoas que gostam de estar em contato com a natureza também estão sofrendo neste momento.

*Com informações da repórter Camila Yunes