Wagner Pires de Sá foi ouvido pela PF nesta terça-feira (18).

Presidente do Cruzeiro, Wagner Pires de Sá (centro), presta depoimento à Polícia Federal em Belo Horizonte. — Foto: Alex Araújo/G1
Presidente do Cruzeiro, Wagner Pires de Sá (centro), presta depoimento à Polícia Federal em Belo Horizonte. — Foto: Alex Araújo/G1

O presidente do Cruzeiro Esporte Clube, Wagner Pires de Sá, é considerado suspeito pela Polícia Federal (PF) na Operação Escobar, que investiga vazamentos de documentos sigilosos. Ele prestou depoimento na sede da corporação, no bairro Gutierrez, na Região Oeste de Belo Horizonte, na manhã desta terça-feira (18). Ele pode passar a ser investigado.

A polícia investiga contratos de honorários advocatícios com os advogados Carlos Alberto Arges Júnior e Ildeu da Cunha Pereira, presos no dia 5 de junho. A PF suspeita de lavagem de dinheiro e desvio do dinheiro para outros dirigentes do clube mineiro.

Após quase duas horas de depoimento, na saída, por volta das 11h40, o presidente do Cruzeiro foi questionado pela reportagem se o clube mantinha algum tipo de contrato com os advogados presos na Operação Escobar.

“O Cruzeiro tem contrato com mais de mil advogados”, respondeu Wagner Pires de Sá.

Operação Escobar

Os advogados Carlos Alberto Arges Júnior e Ildeu da Cunha Pereira presos durante operação da PF — Foto: OAB/Reprodução
Os advogados Carlos Alberto Arges Júnior e Ildeu da Cunha Pereira presos durante operação da PF — Foto: OAB/Reprodução

A Operação Escobar é um desdobramento da Operação Capitu e prendeu dois advogados e dois servidores da Polícia Federal suspeitos de retirar documentos sigilosos do sistema da própria PF e vazar informações sobre as operações. São investigados os crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa, obstrução de Justiça e violação de sigilo funcional.

Os advogados Carlos Alberto Arges Júnior e Ildeu da Cunha Pereira, que também é conselheiro nato do Cruzeiro, Marcio Antonio Camillozzi Marra, servidor da PF e conselheiro efetivo do Cruzeiro e Paulo de Oliveira Bessa, servidor da PF, foram presos no início deste mês.

Marcio Antonio Camillozzi Marra foi nomeado pelo presidente do Conselho Deliberativo do Cruzeiro, Zezé Perrella, para fazer parte da comissão provisória que apura as denúncias no clube. Andrea Neves, irmã do deputado federal Aécio Neves (PSDB), é investigada nesta operação, depois de documentos sigilosos terem sido encontrados na casa dela, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.