Professores da rede estadual fazem ato em frente à ALMG, em BH, contra Reforma Previdenciária


Manifestantes espalharam cruzes, ‘túmulos’, faixas e cartazes que reclamam da proposta feita pelo governo Zema. Batalhão de Choque da PM acompanha protesto. Cruzes e ‘túmulos’ em frente à ALMG
Foto Studium Eficaz/Divulgação
Servidores da educação se manifestam na manhã deste terça-feira (1º) em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no bairro Santo Agostinho, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, contra a Reforma da Previdência do governo do estado.
De acordo com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), a proposta do governador Romeu Zema (Novo) “destrói a carreira dos professores”.
Os manifestantes espalharam cruzes, “túmulos”, faixas e cartazes que reclamam da proposta feita pelo governo Zema. O Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM) acompanha o protesto.
Dentre as reclamações, eles alegam que o valor das aposentadorias será reduzido, haverá um aumento nos anos de trabalho para se aposentar e na alíquota de contribuição – que atualmente é de 11% e que pode chegar a 19%.
Cruzes e faixas que reclamam do governador Zema
Foto Studium Eficaz/Divulgação
O Sind-UTE/MG disse que o Projeto de Lei Complementar (PLC) 46/2020 e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55/2020 compõem a Reforma da Previdência e foram encaminhadas pelo governador à ALMG em plena pandemia de Covid-19, quando a participação popular é inviável.
O Sind-UTE/MG destacou que em nenhum momento o governo do estado dialogou com qualquer entidade do funcionalismo que será atingida pela Reforma e a manifestação é uma resposta da educação contra a retirada de direitos.
“Também será um momento para cobrar dos deputados e deputadas estaduais voto CONTRA a aprovação do PLC 46 e da PEC 55, que estão em tramitação na Assembleia”, disse a nota.
Batalhão de Choque acompanha a manifestação em BH
Foto Studium Eficaz/Divulgação
A partir desta terça-feira, a Reforma poderá ser votada em primeiro turno na ALMG e a categoria falou à reportagem que não deixará o local.
“O PLC e a PEC desmontam o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg), destroem com o direito à aposentadoria e à assistência em saúde, diminuem salários, aumentam o tempo de contribuição, obrigam aposentados a contribuírem e impõem 40 anos em sala de aula para as professoras”, reclamou o Sind-UTE/MG.
O sindicato informou que, durante o ato, é obrigatório o uso de máscara e manutenção do distanciamento social. Educadores do grupo de risco não participam e houve a recomendação de levar álcool em gel.
Cartazes fazem crítica ao governo de Romeu Zema
Foto Studium Eficaz/Divulgação
O que diz o governo do estado
Em nota, o governo de Minas Gerais disse que a “Reforma da Previdência que o Governo de Minas apresentou para os servidores públicos do estado segue um movimento mundial que busca garantir sustentabilidade agora e no futuro para as aposentadorias. Isso acontece, felizmente, pelo aumento da expectativa de vida da população, entre outras razões”.
Ainda de acordo com o comunicado, “é fundamental que o sistema previdenciário seja capaz de proteger quem se dedica à prestação de serviço público, garantindo o pagamento de aposentadoria e pensões em dia e de forma digna. Um sistema previdenciário sustentável contribuirá também para a melhor prestação de serviços públicos para a população e para a valorização do servidor em atividade. A construção do futuro é pauta suprapartidária”.
O que diz a Polícia Militar
A PM disse que o número de militares no protesto não é informado por questões estratégicas e que a corporação também não faz estimativa de público.
Ainda segundo a PM, não há atiradores de elite na manifestação e que policiais militares acompanham o ato como determina a Constituição Federal.
O G1 entrou em contato com a PM para saber por que o Batalhão de Choque acompanha a manifestação, mas até a última atualização desta reportagem não havia obtido retorno sobre isso.