Profissionais do SAMU realizam ‘sirenaço’ para homenagear médico vítima da Covid-19

Os profissionais de saúde do SAMU realizaram um “sirenaço”, no último domingo, 5, em homenagem ao hematologista e hemoterapeuta Paulo Fernando Moreira Palazzo, que morreu vítima do novo coronavírus aos 56 anos.

Palazzo foi a primeira morte confirmada no serviço de atendimento móvel da capital. Ele era chefe de plantão de Urgência Clínica do Pronto-Socorro do Hospital de São Paulo, da Unifesp, e atuava na Associação Beneficente de Coleta de Sangue (Colsan), entidade sem fins lucrativos de promoção à doação de sangue. Ele era formado pela Escola Paulista de Medicina (EPM), da Unifesp.

Em vídeo postado nas redes sociais, colegas de trabalho relembraram a trajetória do médico e chegaram a se emocionar durante a homenagem.

Nossas homenagem

Posted by Amigos samuzeiros on Sunday, April 5, 2020

Em nota, a Unifesp lamentou a morte do profissional e contou que ele começou na EPM “muitos antes de se tornar médico”. “De família humilde, batalhou durante oito anos, trabalhando como balconista, abrindo fichas dos mesmos pacientes do PS (pronto-socorro) que se tornariam seus pacientes Estudava a noite, trabalhava de dia até que seu sonho de tornar-se médico e da família EPM tornou-se realidade.”

“Trabalhou durante toda sua carreira na linha de frente com plantonista e preceptor no pronto-socorro do Hospital São Paulo. Era humano e preocupava-se principalmente com os aqueles menos favorecidos. Deixa dois filhos, amigos e exemplo de que todo sonho pode se tornar-se realidade”, completa o texto.

A Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) publicou uma nota em que se solidariza e “deseja condolências à família, aos amigos e aos colegas de trabalho.”

Casos no serviço de Saúde

Ao menos 106 servidores de hospitais municipais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade de São Paulo tiveram resultado positivo no exame do novo coronavírus. Além disso, 1 841 funcionários da Autarquia Hospitalar Municipal (que corresponde a 19 hospitais e 4 UPAs) e outros 94 do Hospital do Servidor Público Municipal estão afastados das atividades profissionais por síndrome respiratória grave. Os números incluem servidores de setores administrativos, que não atuam diretamente no atendimento de pacientes.

* Com Estadão Conteúdo.