Sistema de atendimento a traumas e emergências em Uberlândia completa um ano com aumento de 28% em atendimentos


Comparação foi realizada pela Prefeitura de Uberlândia entre o primeiro semestre de 2020 com o mesmo período de 2019, quando não havia o Siate. Confira o balaço. Ambulância do Siate foi apresentada nesta segunda-feira pela Prefeitura e pelo Corpo de Bombeiros
Paulo Borges/G1
O Sistema Integrado de Atendimento a Trauma e Emergência (Siate) completou um ano de operação em Uberlândia nesta segunda-feira (31) com 28% de aumento em atendimentos em comparação ao primeiro semestre de 2019, quando o sistema não estava em operação. Segundo a Prefeitura de Uberlândia, que opera o Siate em parceria com o Corpo de Bombeiros, esse crescimento é referente ao período de janeiro a julho de 2020, quando foram atendidas 8.799 ocorrências com a presença da viatura.
No total, o Siate atendeu 20.624 chamadas na central no primeiro semestre de 2020, sendo 14.852 de atendimento pré-hospitalar. Destas ocorrências, 2.714 foram resolvidas pela equipe médica por telefone. Ou seja, a própria regulação médica solucionou o atendimento, sem a necessidade de enviar uma viatura ao local.
Em relação ao tempo de resposta do Siate, conforme o Município, 72% das ocorrências pré-hospitalares foram solucionadas em até uma hora, ou seja, dentro do que os profissionais chamam de “Período de Ouro”, que é o momento mais adequado para atendimento. Quanto mais rápido o cidadão for atendido, menores são as chances de evolução para um quadro mais grave.
“Queríamos um projeto exclusivo para Uberlândia e com atendimento integral, que já vinha sendo idealizado pela nossa administração. Com a parceira do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, que viabilizou a montagem das equipes mistas, temos um serviço com a experiência dos militares em atendimentos de emergência aliado a uma equipe médica. É mais um serviço para o cidadão de Uberlândia”, afirmou o prefeito Odelmo Leão (PP).
Siate
O Siate entrou em operação em Uberlândia no dia 31 de agosto de 2019, após a Prefeitura de Uberlândia não aceitar integrar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que já atende quase 30 cidades na região.
Na época, o prefeito alegou que foi devido à falta de leitos na cidade. “Já falei mil vezes, a questão é a falta de leitos. E por meio desse modelo fomos buscar inovações. Ninguém é contra o Samu. Vamos oferecer nosso modelo”, justificou à época.
O trabalho do Siate em Uberlândia é feito por equipes mistas, com médicos, técnicos de enfermagem, enfermeiros e bombeiros. E ainda conta com o apoio de uma regulação médica própria para avaliação dos pedidos de socorro que chegam pelo número 193.
Todo o atendimento acontece em parceria com o Corpo de Bombeiros, pois os militares continuam recebendo os chamados pelo 193. Ao observarem a necessidade de atendimento médico, direcionam os chamados para a regulação médica, que fica na base do Siate instalada na 9ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp), no bairro Jardim Patrícia. Esta equipe, se identificar a necessidade de um resgate, enviará uma ambulância ou UTI Móvel com os profissionais necessários para o atendimento.