Teich participa de live com Bolsonaro e volta a defender a união de economia e saúde

O novo ministro da Saúde, Nelson Teich, participou pela primeira vez da tradicional live de quinta-feira do presidente Jair Bolsonaro. Assim como no discurso feito na coletiva desta quinta-feira a tarde, quando foi anunciado para substituir Mandetta, o oncologista defendeu a união entre a saúde e a economia como forma de vencer a crise causada pela pandemia do novo coronavírus.

“A gente caminhou para uma separação entre saúde e economia”, disse Teich. “Um país que cresce, arrasta com ele o crescimento da saúde, da economia e da educação. Essa separação é irreal. Tudo vai influenciar no tempo de vida, qualidade de vida e bem estar. Quando imagino cuidar da saúde das pessoas, é uma combinação de muitas coisas”.

O novo ministro defendeu o trabalho alinhado entre todos os ministérios para que as soluções contra a covid-19 sejam mais assertivas. “É importantíssimo trabalhar mais de um ministério, ter essa integração e alinhamento. Tudo que é feito isolado, fragmentado, leva à ineficiência”, completou.

O presidente Bolsonaro voltou a dizer que o Brasil enfrenta dois grandes problemas, o vírus e o desemprego, e que apesar de respeitar a postura do ex-ministro Mandetta, de “preservar a vida”, acha que o efeito colateral da quarentena é “muito rígido”, podendo “ocasionar problemas seríssimos, a chegar no ponto que a economia não poderia ser recuperar mais”.

“Nunca negamos a preocupação com o vírus, mas sabemos que devemos cuidar para que o emprego não continue sendo destruído por uma política um tanto quanto rigorosa”.

Bolsonaro também criticou as prisões feitas em diversas cidades contra quem descumpriu as ordens de isolamento social. “Jamais eu determinaria a prisão de quem quer que fosse, a não ser que a pessoa fosse portadora da doença, aí você tem amparo na lei. Prisões arbitrárias ferem o direito básico, garantido na Constituição, de ir e vir. Mas a decisão não é minha, vai partir dos governadores e prefeitos, porque foi o entendimento do STF por unanimidade”.

Cloroquina

Teich defendeu que a cloroquina e a hidroxicloroquina podem ser aliados no combate à doença, mesmo que sua eficácia não seja atestada. “Medicamentos sem comprovação definida tem critérios de utilização, mas se disponibiliza quando se acredita que o benefício pode ser maior que o malefício”, afirmou.

“O que é importante é trazer a forma mais acelerada possível de entender isso. Quando você não tem a informação precisa, a dúvida te abre espaço, mesmo com a incerteza”.

Mandetta

Ainda sobre a demissão de Luiz Henrique Mandetta, Bolsonaro agradeceu os préstimos do ex-deputado à frente da pasta, e disse que, “em um jargão militar”, “pior que uma decisão mal tomada é uma indecisão”.