Turista relata rotina de medo e ameaça de morte em caso de descumprir isolamento nas Filipinas

Um brasileiro relatou a rotina de medo e com ameaças de morte a tiro pela polícia em caso de descumprimento do isolamento social nas Filipinas. Na semana passada, o presidente Rodrigo Duterte disse que autorizou as forças de segurança a atirar em quem perturbar as regras de confinamento para conter o avanço do coronavírus.

As Filipinas registraram mais de 2 mil casos da doença só nas últimas três semanas. Em condição de anonimato, um turista brasileiro relatou à Jovem Pan que sente medo ao andar nas ruas.

“Todos os dias passa uma viatura da polícia com uma sirena e o pessoal tem que se recolher. A gente obedece. Fica um receio, mas a gente vive de acordo com as regras.”

Os turistas brasileiros ainda negociam com a embaixada brasileira no país um voo direto para o Brasil. Quase metade da população do arquipélago de 110 milhões de habitantes está em isolamento.

O presidente Rodrigo Duterte deu a declaração logo depois de um conflito, na capital Manila, entre a polícia e manifestantes que protestavam contra a falta auxílio do governo. Segundo o brasileiro, os filipeños gostam da gestão de Duterte e afirmam que a fala dele foi foi mal interpretada.

Da dúvida, o turista conta que não desobedece o toque de recolher. “É uma situação que a gente não paga pra ver. Eu to em um país diferente do meu, ele sabe o que é melhor para o povo dele. Eu não arrisco.”

Rodrigo Duterte é conhecido pelas declarações polêmicas. A política violenta de combate ao tráfico de drogas dele já deixou milhares de mortos.

Vale lembrar que grande parte da população das Filipinas é composta por cidadãos em condições de pobreza. No meio dessa crise, a situação dos mais vulneráveis piorou e tem provocado manifestações.

*Com informações do repórter Leonardo Martins