Wuhan revisa óbitos por coronavírus e revela novas 1.290 vítimas na China

A cidade de Wuhan, na China, primeiro local a registrar casos de coronavírus no mundo, revisou nesta sexta-feira (17) o número de mortes causadas pela doença na região e adicionou mais 1.290 óbitos aos 2.579 anunciados até o momento, totalizando 3.869.

Antes disso, a própria Comissão Nacional de Saúde havia informado sobre o número total de mortos em Wuhan era 2.579, enquanto na província de Hubei, as vítimas estão em 3.222.

De acordo com a agência de notícias estatal chinesa “Xihnua”, o governo de Wuhan também revisou o número total de casos do novo coronavírus, embora o aumento percentual seja menor: 325 casos a mais para 50.333 confirmados.

Em uma notificação, segundo a agência, o Centro Geral de Controle e Prevenção de Pandemia do município de Wuhan disse que “as revisões foram feitas de acordo com as leis e regulamentos, bem como com o princípio de prestar contas à história, o povo e aos mortos”.

“Isso garante que as informações sobre a pandemia da covid-19 na cidade sejam abertas e transparentes e que os dados sejam precisos”, afirma a notificação que aponta quatro razões para as “discrepâncias” nos dados.

A primeira é que “um número crescente de pacientes no início da epidemia sobrecarregou os recursos médicos e a capacidade de admissão das instituições médicas”; portanto, “alguns pacientes morriam em casa sem serem tratados em hospitais”.

O segundo diz que os hospitais operavam “além de suas capacidades” e o pessoal médico “estava concentrado em salvar e tratar pacientes”, resultando em “relatórios tardios, com omissões e erros”.

A terceira razão assegura que, devido ao rápido crescimento de hospitais designados para o tratamento de pacientes “algumas instituições médicas não estavam ligadas à rede de informações epidêmicas e eles falharam em relatar seus dados a tempo”.

E o quarto argumento afirma que as informações registradas sobre os pacientes falecidos “estavam incompletas e houve repetições e erros” nos relatórios fornecidos.

*Com informações da EFE